Oficinas de Redação em Fortaleza
Por Zeca Martins em 8 de março de 2010
As novas edições da Oficina de Redação acontecerão em Fortaleza, CE, nos dias 27 de março e 9 e 10 de abril, desta vez com um total de 12 horas-aula.
Serão duas edições:
REDAÇÃO CRIATIVA, dia 27 de março, com 8 horas-aula, para o público em geral. Das 8h30 às 12h30 e das 13h30 às 17h30.
REDAÇÃO PUBLICITÁRIA, dias 9 e 10 de abril, com 12 horas-aula, para profissionais e estudantes de comunicação. No dia 9, das 8h30 às 17h45. No dia 10, das 9h às 13h.
Informações e inscrições: (85) 3224.8485 e 3224.9955, ou pelo e-mail fale@kharisdesenvolvimento.com.br
Clique na imagem para detalhes.
Comunicação corporativa: antes das palavras, ATITUDES, por favor.
Por Zeca Martins em 6 de março de 2010
Nota: antes de ler, saiba o caro leitor ou cara leitora que este é um post irritadíssimo; desconsidere, pois, o tom elevado do discurso.
Tudo começou porque resolvi abastecer o carro num posto de gasolina da rede de supermercados Carrefour. Preço por litro muito competitivo.
Moro no alto da Mooca, em São Paulo, e, voltando para casa, passei diante da loja do bairro do Cambuci, onde está a tal loja do Carrefour.
Sabe como é, já que estamos no supermercado, vamos aproveitar para comprar umas coisinhas que faltam em casa. Carro abastecido, entro na loja e compro as tais coisinhas poucas que me faltavam.
Na saída, a caminho do caixa rápido, sou abordado, à direita, por um simpático voluntário do Amigos do Bem (site), pedindo-me para comprar um item da cesta básica, a ser destinado aos carentes. À esquerda – e simultaneamente –, uma esquálida menina pobre, paupérrima, claramente desnutrida, suja e mal vestida, também me pede que lhe compre um item de cesta básica.
Vi-me numa situação insólita: de um lado, uma instituição reconhecida me pede uma esmola para levar a pobres sei lá de onde; do outro, uma menina pobre, que eu sei de onde, me pede uma esmola, sem consciência de que do meu outro lado uma instituição reconhecida está angariando fundos para outros pobres que não ela. Sabe Deus qual será o moderno sistema de seleção do seu pobre favorito.
Em bom português, vi-me no meio deste samba-do-crioulo-doido da esculhambação social que vivemos no Brasil.
Indignado, fui com meu carrinho de compras até a funcionária da segurança à saída da loja e falei, com todas as letras: “senhorita, enquanto vocês permitirem a mendicância dentro dos corredores da sua loja, eu não compro mais aqui!”. E larguei o carrinho diante dela. Ela, com olhar impávido, burocrático e desinteressado, limitou-se a repetir com sua voz pastosa, qual um gravador de pilha fraca: “senhor, sua queixa é no atendimento ao cliente ali em frente” (incrível! Um cliente dizendo que não vai mais comprar da sua empresa e ela nem tchuns! Mas sou que pago o salário dela, caramba!).
Larguei o carrinho e fui embora.
Não, eu não vou comprar – me recuso solenemente a comprar – de uma empresa que faz vista grossa à miséria dentro de suas próprias instalações! Uma empresa que, por omissão, estimula a mendicância, quando tudo que uma criança pobre NÃO precisa é ser estimulada a mendigar!
E lá vêm eles, no seu site, dizer que “… mantemos uma política de responsabilidade social que prioriza o desenvolvimento comunitário local em três focos de atuação: Programa Voluntário Carrefour, Programa de Mobilização Social e Programa Aula de Cidadania.”
Aula de cidadania… O uso fácil e irresponsável das palavras e expressões “bola da vez”, como é o caso de cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e outras, apenas contribui para a corrosão de uma imagem corporativa.
Antes das palavras, comunicação corporativa se faz com ATITUDE.
Óbvio que não imagino os dirigentes do Carrefour como um bando de cínicos; prefiro acreditar na lisura e na boa conduta daquela gente, mas não consigo ver preocupação séria com a mensagem que a empresa deles passa ao público.
O discurso midiático é simplesmente vazio se não for acompanhado de ATITUDE.
ATITUDE que começa por conscientização, algo que, nas empresas, também tem o nome de treinamento.
Treinamento, senhores executivos! Pelamodedeus, muito treinamento para os funcionários de todos os níveis! De nada adianta vocês jogarem milhões em publicidade se, na hora do “vamos ver”, o freguês foge, como eu fugi (e o que é pior: publicam um post como este para as centenas de pessoas que leem o blog diariamente).
E fregueses fogem pelos motivos mais inescrutáveis. Lembram-se vocês do que dizia o Sam Walton, fundador do Wal-Mart, que é maior que vocês? Se não lembram, cliquem aqui.
Administrar a comunicação corporativa é igual reger orquestra: se um simples chocalho estiver fora do compasso, cai a orquestra inteira.
Acorda aí, gente boa do Carrefour!
Lucas Romanholli: raro talento fotográfico à disposição dos mercados publicitário e jornalístico.
Por Zeca Martins em 6 de março de 2010
Recebo com frequência curriculuns e portfolios de estudantes e novos profissionais de todo o país, pedindo-me alguma avaliação de seus trabalhos. Coisa, aliás, que faço com prazer; às vezes demoro para responder, mas sempre respondo.
Hoje, no entanto, um grande amigo enviou-me apenas um link e uma frase: “Zé, veja isto”.
Vi.
E me espantei como há muito tempo não me espantava com o trabalho de um iniciante.
O Lucas é um garoto de apenas 24 anos, mas com um talento digno dos mais experientes profissionais. É um craque, especialmente em retrato e P&B. Total. Indiscutível. Caiu-me o queixo ao ver seu portfolio.
Sugestão aos colegas do ramo: aproveitem, porque ele ainda é desconhecido (e o cachê é mais barato, né?).
Quando ele estourar no mercado, que ninguém se queixe que teve a chance de contratá-lo para uma campanha e bobeou.
Comecei na publicidade através da fotografia, e ainda tenho um bom olho clínico, o que me permite afirmar com todas as letras que se trata de um nome que logo vai brilhar por aí.
Clique aqui e veja o portfolio completo. E veja também o que ele tem no Flickr (impressionantes os comentários de gente ligada à fotografia no mundo todo).
A devassidão está no puritanismo
Por Zeca Martins em 2 de março de 2010
Publicitário por 35 anos, sempre fui fã do CONAR e haverei de continuar sendo. Graças à sua atuação, a publicidade brasileira não fere os preceitos sociais e, quando isso eventualmente acontece, o CONAR age com firmeza e põe ordem na casa.
Mas no caso do comercial da cerveja Devassa, estrelado pela socialite americana Paris Hilton, o relator da entidade caprichou no exagero.
Atendendo ao excesso de puritanismo de um espectador, o tal relator (incrivelmente, ele não foi identificado) simplesmente votou pela sustação do filme. Assim, na maior!
Pronto! Ele, um publicitário-relator metido a todo-poderoso atropela as normas do bom senso, da realidade moral vigente no país e do próprio Código sobre o qual o CONAR se funda para, numa canetada à regime militar, tirar o comercial do ar.
O argumento é que o filme é imoral. Veja o filme e julgue você mesmo.
Esse excesso de puritanismo não mais se coaduna com a sociedade brasileira. Há no Brasil de hoje coisas muito mais imorais para nos preocuparmos do que os gestos sensuais da moça do filme. O CONAR deveria estar melhor sintonizado com o quadro atual do país.
Aliás, fui reler o Código Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária. Está lá, no artigo 22: “Os anúncios não devem conter afirmações ou apresentações visuais ou auditivas que ofendam os padrões de decência que prevaleçam entre aqueles que a publicidade poderá atingir.”
Sinceramente, não vi nada no comercial da cerveja que ofenda “os padrões de decência”, seja do target específico da publicidade de cervejas, seja da população em geral sintonizada na TV nos horários destinados à exibição de filmes de bebidas alcoólicas.
Este episódio me fez lembrar de uma frase genial do Millôr, afirmando que a pior tara sexual é a abstinência.
Excesso de pudor é doentio, não faz bem a ninguém, a sociedade alguma.
No meu modesto entendimento, errou o CONAR. Espero que o Conselho de Ética desfaça a medida.
Aproveite e veja os bastidores da passagem da moçoila pelo país
Nessa semana o programa AVESSO exibe os bastidores da festa Devassa Bem Loura.
O evento faz parte da estratégia de campanha do relançamento da cerveja Devassa. A marca pertence atualmente ao grupo Schincariol que trouxe para o Carnaval carioca a presença de ninguém menos que Paris Hilton.
Causando grande barulho a loura agitou as noites cariocas numa festa com direito a show de Martinália com a bateria da Vila Isabel, os DJs Zé Pedro e Patife e uma performance de Paris, que entrou no clima da festa e mostrou a que veio. A festa contou com a presença de vários famosos e serviu como um esquenta de carnaval. Além da festa vamos conferir as curiosidades do camarote da Devassa na Sapucaí.
A equipe do Avesso esteve presente e mostra todos os detalhes do camarote desenhado por Marcelo Rosembaum, que traduziu a campanha de lançamento da Devassa Bem Loura em um Cabaré muito moderno.
Sensual, o espaço trouxe elementos e ícones que remetem aos cabarés franceses da Belle Époque — cortinas vermelhas, espelhos e muito dourado.
O espaço contou com três pavimentos-conceitos: “para dançar, “para comer” e “para relaxar”. Celebridades como Lilian Cabral, Dira Paes e Luciano Szafir puderam aproveitar todos os ambientes e desfrutar do buffet Fasano.
Pin-up da Devassa convida você para conferir os bastidores desse Cabaré.
http://www.youtube.com/watch?v=Qf78bpEQix8
Arte de seduzir com Deborah Secco.
Por Zeca Martins em 25 de fevereiro de 2010
Essa semana o Avesso e exibe o bastidores da nova campanha de Lux para o lançamento da linha “Degusta-me.”
Sempre estrelando com grandes atrizes, agora é a vez de Deborah Secco ser a estrela de Lux. Em um tom intimista, ela confidencia com as mulheres dicas de sedução, utilizando os cinco sentidos. A inspiração dos 5 sentidos vem da associação com o processo de degustação de um vinho, um dos ingredientes da fórmula do produto.
A campanha, criada pela New Content resultou em 3 filmes de um minuto, “Visão”, “Olfato e “Audição”.O Avesso registrou o trabalho dos profissionais responsáveis pela filmagem em uma casa locada no Morumbi, São Paulo, onde Lygia Barbosa com uma equipe de 70 pessoas, realizaram um trabalho cuidadoso de direção publicitária.
Abril: Seminário de Redação Corporativa em Ribeirão Preto
Por Zeca Martins em 24 de fevereiro de 2010
Este é um curso voltado a todos que, de alguma forma, se comunicam nas empresas, seja com o público externo, seja com o interno.
Para conhecer detalhes do conteúdo, clique aqui.
O Seminário de Redação Corporativa teve sua data remanejada para o dia 17 de abril. Para informações sobre inscrições, ligue para (16) 3610.1626 ou mande um email.
Breve: Oficina de Redação em Campo Grande, MS
Por Zeca Martins em 23 de fevereiro de 2010
Entre os dias 22 e 25 de março, estarei em Campo Grande, na – UCDB – Universidade Católica Dom Bosco, ministrando um módulo do curso de pós-graduação sobre Gestão de Comunicação e Marketing nas Organizações.
Em paralelo, farei uma Oficina de Redação aberta ao público.
Os interessados deverão falar com a Fisiocom, no telefone [67] 3325.8989.
Agora ligado ao Avesso
Por Zeca Martins em 10 de fevereiro de 2010
De agora em diante, estamos ligados ao site Avesso, que traz os bastidores das produções publicitárias.
Para quem gosta de acompanhar o assunto, é um prato cheio, o melhor. Clique no link à direita, logo abaixo da nuvem de tags.
Um agradecimento muito importante
Por Zeca Martins em 7 de fevereiro de 2010
Pai orgulhoso que sou, agradeço aqui ao Miguel, meu filho caçula, por todo carinho, dedicação e ajuda com que ele me presenteia diariamente.
Beijoca, meu filho, e muito obrigado. Te amo muito.
Boa comunicação corporativa: fator de geração de lucro.
Por Zeca Martins em 8 de janeiro de 2010
Certo dia, J., um gerente de médio escalão de uma multinacional farmacêutica, enviou um e-mail ao departamento de compras solicitando a cotação de “cem mil folhetos técnicos para distribuição aos clínicos-gerais do estado do Rio de Janeiro”.
Por desconfiar do número aparentemente excessivo, o responsável por compras respondeu ao e-mail, questionando se o volume não estaria errado. O gerente J. confirmou o pedido, baseado num outro e-mail, desta vez vindo do representante do Rio de Janeiro, que dizia: “diante do grande número de médicos clínicos existentes no Brasil, que ultrapassam os cem mil, e de nossa prioridade em atender bem a todos a partir de nossa filial, solicitamos a reimpressão dos folhetos técnicos do produto X, em número suficiente para esta nossa demanda, pois nosso estoque já se encontra no fim.”
Passados alguns dias, o departamento de compras enviou a cotação em valor muito superior ao próprio orçamento da filial do Rio. Diante das cifras, o gerente J. estranhou o valor e foi checar todo o procedimento desde o início, conseguindo ver a tempo que uma falha de interpretação havia sido cometida e, com isso, poderia evitar o desperdício de um bom dinheiro.
De fato, a filial do Rio de Janeiro já necessitava de mais folhetos, mas em número não superior a cinco mil.
Ao analisarmos desde o início, veremos que se o primeiro e-mail tivesse sido claro, bem redigido, e sem a formação de frases dúbias, bastaria ao gerente J. encaminhá-lo adiante e tudo estaria resolvido. Porém, o responsável pela filial, preocupado em mostrar que tinha conhecimento do mercado nacional (talvez querendo chamar a atenção de seu chefe) e despreocupado com a construção lógica do texto (exatamente a quais médicos ele se referia? Os de todo o Brasil ou só os do Rio?), criou um e-mail que gerou vários outros desnecessariamente, consumindo tempo precioso de executivos bem pagos a serviço de uma empresa rentável.
Este fato, embora aqui resumido, é verídico e representa perfeitamente o que ocorre em empresas de todos os setores e tamanhos, sejam públicas ou privadas: a falha na comunicação gerando custos desnecessários, comprometendo a rentabilidade do negócio e, não raro, trazendo alguns importantes prejuízos financeiros e pessoais.
O que aconteceu com os e-mails da história acima também pode acontecer com todos os outros documentos gerados numa empresa, como circulares, propostas comerciais, portarias, memorandos, publicidade, textos de websites etc.
A Escola de Comunicação da Universidade de Harvard, por exemplo, pesquisou as 120 mais rentáveis empresas americanas, as blue-chips, e descobriu que por volta de 20% de seus executivos têm dificuldades em redigir documentos objetivos e esclarecedores. E que todos os executivos daquelas empresas gastam uma média de duas horas diárias apenas para se desfazer do emaranhado de e-mails confusos ou mal redigidos que recebem a todo instante.
Um Seminário de Redação Corporativa no Ceará
Sempre preocupada em estimular o desenvolvimento dos meios de gestão na área pública, tanto quanto no setor privado, a Universidade do Parlamento, da Assembleia Legislativa do Ceará, está apoiando a realização de um Seminário de Comunicação Corporativa, a ser realizado na manhãs dos dias 12, 13 e 14 de janeiro, em Fortaleza.
Ministrado por mim, o Seminário de Redação Corporativa é um curso 100% voltado a resultados positivos nos negócios.
Nele, o participante aprende a aumentar a eficácia de sua comunicação escrita e a ganhar tempo precioso no dia-a-dia.
É dirigido a executivos de todos os níveis, secretárias, funcionários de empresas públicas e privadas, universidades, escritórios de advocacia etc. Enfim, é para profissionais de todo tipo de empresa e instituição.
O curso tem um total de 12 horas-aula, mesclando teorias, dicas práticas e exercícios monitorados.
Outras informações podem ser obtidas com a empresa Kháris Desenvolvimento Humano (telefones 85 3224.9955 e 3224 8485) ou pelo e-mail kharisdhth@uol.com.br.



